Fernandópolis -SP | Sábado, 04 de setembro de 2010
 
 
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2010-06-18

FOI...
oficialmente inaugurado segunda-feira,14, o Hospital de Câncer de Jales, uma importante obra para toda a região. Parecia um grande comício. Mesmo ausente, o candidato a presidente da república José Serra, foi o astro da festa. Todos os oradores enalteceram as qualidades dele como ministro da Saúde do governo FHC, como “pai do genérico”, como governador de São Paulo, dentre outros encômios e elogios. Até o ex-governador Geraldo Alckmin, candidato do PSDB ao governo do Estado, foi bem lembrado. Destaque merecido, pois Serra destinou uma substancial verba estadual para o hospital, permitindo a sua conclusão e aparelhamento.

FALARAM...
o diretor geral do hospital de Câncer de Barretos, Henrique Prata, os deputados Vadão Gomes e Julio Semeghini e o governador Alberto Goldman. Nenhum deles pediu votos abertamente para Serra, nem precisava. Faixas e cartazes destacando o nome de Vadão era o que mais se via na festa. Em nome dele, um caminhão de som, modelo trio-elétrico, desde o dia anterior, convidou o povo para a inauguração, prometendo um show com Bruno & Marrone. Centenas de fãs compareceram, mas para decepção geral, o tão esperado show não aconteceu. Bruno cantou apenas um dos sucessos da dupla, sem nenhum acompanhamento e desculpou-se, alegando que estava acabando de chegar de uma apresentação em Manaus. Prefeitos da região marcaram presença. Alguns mandaram caravanas.

HUMBERTO...
Parini, prefeito de Jales, do PT, no palco, ou melhor, no palanque, parecia um peixe fora do aquário na festa do PSDB. Arguto, evitou confronto com os entusiasmados tucanos. Em seu discurso, aproveitou a marola e teceu louvores a Serra. A bem da verdade, a implantação do Hospital de Câncer de Jales, foi o resultado do trabalho de muita gente, mas o prefeito Parini teve atuação destacada e importante. Agiu com rapidez e competência. Na etapa inicial, Parini trabalhou na “moita”, pois Fernandópolis, Votuporanga, Araçatuba e outras cidades, fortes concorrentes, também pleiteavam o hospital.

AGREGOU...
em torno de si todas as lideranças locais. Não discriminou, nem boicotou ninguém. Toda ajuda, venha de onde vier, é sempre bem vinda. Esse era o seu lema. Foi buscar o apoio de D.Demetrio, bispo diocesano, que muito ajudou nas negociações com Barretos. Sem alarde, Parini abriu um canal de negociação com a Unimed, dona de um prédio inacabado e obteve o apoio de todos os seus médicos associados. Colocou a sua assessoria jurídica para trabalhar em tempo integral na elaboração de uma fórmula para superar todos os entraves.

COMO...
a prefeitura de Jales não tinha dinheiro disponível para comprar o prédio do hospital, o prefeito encontrou uma saída inteligente e ousada: substituiu o ônus da uma penhora junto à Previdência Social, que pesava sobre o imóvel da Unimed, pelo recinto de exposições da Facip, local onde se realiza a maior festa anual da cidade. Um destaque interessante: o acordo permitiu que a prefeitura continue realizando a festa no local, por mais dez anos.

ÁGIL...
e resoluto, Parini, antes mesmo de ser concluído o acordo para aquisição do prédio da Unimed, já tinha instalado nele, com recursos da municipalidade, um ambulatório para atendimento regional. Consumando o fato, criou a Fundação Masaru Kitayama (homenagem a um médico jalesense com notável trabalho social que morreu de câncer) e deu a ela a incumbência de gerir o ambulatório, em parceria com o Consórcio Intermunicipal de Saúde, por ele presidido, que reúne 16 municípios.

HENRIQUE ...
Prata, presidente da Fundação Pio XII, de Barretos, veio a Jales para conhecer o local, encontrou uma parte do prédio em funcionamento, atendendo centenas de pessoas. Certamente isso ajudou na sua decisão de instalar em Jales o hospital de câncer. Além disso, Parini foi muito habilidoso na condução do processo político que envolveu toda a negociação. Mesmo sendo do PT, soube atrair o governo estadual (leia-se PSDB) como parceiro, abrindo espaço, sem restrições, para os seus representantes. Daí, Serra, Alckmin, Semeghini, Vadão e outros, colherem prestígio e, por certo, votos, com a conquista.

O PALANQUE...
que marcou a inauguração foi a prova inconteste de que Parini foi para o sacrifício. Imolou-se politicamente, mas a sua maior obra, o Hospital de Câncer de Jales, está concretizada. Passa para a história, como homem público que colocou o desenvolvimento e o progresso de sua cidade e o bem-estar de seu povo, acima dos seus interesses pessoais e partidários.




 
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