Saúde

Apesar da curva de contágio em alta, cidade vê diminuir hospitalizações



Apesar da curva de contágio em alta, cidade vê diminuir hospitalizações

"Estamos fazendo ainda bastante diagnósticos por covid, mas constatamos uma diminuição na procura por hospitalização”, disse o médico infectologista Mauricio Favaleça, que atua na linha de frente contra a Covid-19, nesta sexta-feira, 23, em entrevista à Rádio Difusora.
A terceira semana de julho registrou alta de 20% no número de casos positivos. A boa notícia é que o número de mortes caiu 32,3% no mesmo período. No período de 16 a 23 de julho, foram notificados 455 novos casos, com média diária de 65 registros. Na semana anterior, entre os dias 9 e 15 de julho, foram 377 casos, média de 53 casos/dia.  
“A vacina tem ajudado muito quanto a gravidade da doença, menos pessoas estão precisando de internação. Esse era o principal objetivo da vacinação e tem sido atingido”, explicou o médico.
Sobre a taxa de contágio em alta, o médico alertou para a necessidade de manter as medidas de prevenção, máscara, álcool em gel e distanciamento.
O médico vislumbra para as próximas semanas o efeito da vacinação na redução do número de contaminados e na redução das internações hospitalares. “Ainda estamos com a UTI cheia por conta de hospitalizações mais longas que duram em média até três semanas”, disse. Será o último setor a ser impactado positivamente pela vacinação prevê o médico.
Nesta sexta-feira, 23, a Santa Casa de Fernandópolis estava com 28 pacientes internados, 18 em leitos de UTI, sendo 12 na UTI Covid-19, um na UTI geral fora do período de contágio e cinco na UTI mantido em convênio com a prefeitura. Na enfermaria, estão 10 pessoas internadas. Desse total, 21 pacientes são de Fernandópolis, os demais de cidades da região.
Na UPA – Unidade de Pronto Atendimento – a semana está terminando com uma boa notícia. Apenas seis pessoas estavam internadas e uma intubada. Nos últimos dias é baixa a procura da UPA para covid-19 informou o secretário de Saúde Ivan Veronesi.