Geral

“Farra no Tesouro”: Justiça condena ex-tesoureira da Prefeitura de Jales



“Farra no Tesouro”: Justiça condena  ex-tesoureira da Prefeitura de Jales

A Justiça de Jales condenou a ex-tesoureira da Prefeitura de Jales, Érica Cristina Carpi Oliveira (foto), e outras três pessoas por enriquecimento ilícito e improbidade administrativa. O grupo era investigado por desvios milionários na prefeitura avaliados em R$ 9 milhões. O inquérito resultou na operação Farra no Tesouro, cumprida em várias etapas pela Polícia Federal de Jales.

A sentença condenatória foi proferida pela juíza da 2ª Vara Cível de Justiça de Jales, Maria Paula Branquinho Pini, nesta segunda-feira, 23. A ex-tesoureira da Prefeitura de Jales, Érica Cristina Carpi, e seu ex-marido, Roberto Santos Oliveira, foram condenados, solidariamente, à perda dos valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio de R$ 9.246.588,32, e mais ao pagamento de multa de igual valor corrigidos monetariamente. Érica foi condenada também à perda dos direitos políticos e ficou proibida de contratar com o Poder Público e receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios por 14 anos.A irmã de Érica, Simone Paula Carpi Brandt e o marido dela, Marlon Fernando Brandt dos Santos não foram condenados.  

Ainda cabe recurso, tanto pelo Ministério Público quanto pela defesa. A sentença se refere apenas ao processo no qual os quatro eram julgados por enriquecimento ilícito.

No site do tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) é possível encontrar dez processos contra Érica. Oito em Jales e dois em Santa Fé do Sul. Todos resultantes direta ou indiretamente do caso que ficou conhecido como “Farra no Tesouro”.

O principal no qual a ex-tesoureira responde pelos crimes de "lavagem" ou “ocultação de bens, direitos ou valores” com mais quatro réus, ainda em está em fase de alegações finais e a cargo do juiz Fábio Antônio Camargo Dantas, da 1ª Vara Criminal, e está na fase final de alegações.