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Fernandópolis enfrenta o grau mais severo de seca pelo sexto mês consecutivo, aponta Monitor



Fernandópolis enfrenta o grau mais severo de seca pelo sexto mês consecutivo, aponta Monitor

Entre julho e agosto devido à persistência de chuvas abaixo da média, a seca excepcional, a mais severa da escala do Monitor de Secas da ANA – Agência Nacional das Águas - avançou no noroeste paulista e no Triângulo Mineiro. Os efeitos da pior estiagem que provoca uma onda de queimadas também atingem em cheio o nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas da região. 

Na última atualização do Monitor, divulgada esta semana, a situação da região de Fernandópolis seguiu como a mais severa do Brasil em agosto pelo sexto mês consecutivo. De acordo com o Monitor, a seca excepcional atinge 14% território paulista. São Paulo também teve o maior percentual do País com seca extrema: 27%. Essa é a pior condição do estado desde sua entrada no Mapa do Monitor em novembro de 2020. Como comparação, em julho as áreas com seca extrema e excepcional registradas foram de respectivamente 11% e 26% do território paulista. Desde abril, a seca é verificada em 100% de São Paulo.
A virada da estação (do inverno para a primavera) na quarta-feira, 22, ocorreu com a região coberta por fumaça de queimadas trazida pelos ventos provocados, segundo meteorologistas, pelo choque de uma frente fria com o ar seco que se encontrava estacionado. A região registrou piora da qualidade do ar.
Desde o final da semana passada Fernandópolis, Fernandópolis vinha registrando recordes sucessivos de calor. Na segunda e terça-feira, os termômetros do Ciiagro registraram temperaturas em 40,7° e 41,7° respectivamente. A partir de quarta-feira, a chegada da massa de ar frio, provocou queda na temperatura máxima em 11 graus.
A temperatura volta a subir neste final de semana e há previsão de chuvas esparsas pela região. A previsão de chuvas mais generalizadas e intensas é para a segunda quinzena de outubro. 
RESERVATÓRIOS
A falta de chuvas levou a zero o volume útil das hidrelétricas de Ilha Solteira, no Rio Paraná, e Três Irmãos, em Pereira Barreto, no Rio Tietê. 
Queda no nível do reservatório de Ilha Solteira já tem reflexos no Rio Grande, na ponte de Água Vermelha na ligação de São Paulo com Minas Gerais. Foto enviada pelo fernandopolense Ayres Ceraze, mostra o leito do rio reduzido, já expondo pedras onde antes tinha água, podendo repetir o cenário de 2014. 
Usinas do Rio Grande, Água Vermelha, em Ouroeste, e Marimbondo em Icém, estão com níveis em queda, com volume útil em 10,7% e 8,9% respectivamente.