Saúde

Hemocentro faz apelo: “Falta de sangue também mata”



Hemocentro faz apelo: “Falta de sangue também mata”

A diretora do Hemocentro de Fernandópolis, Dra. Brígida do Amaral Botelho Prudêncio, voltou a fazer apelo aos doadores de sangue. “A situação é crítica. Não é só o coronavírus que mata, a falta de sangue também mata”, disse ela em entrevista à Rádio Difusora.

A médica voltou a lembrar que o número de doadores caiu dramaticamente com a pandemia do coronavírus. “Na quinta-feira atendemos 10 doadores. Nós precisamos que as pessoas entendam que não há outra forma de obter sangue senão for pela doação. Há pessoas que estão em tratamento por outras doenças, pacientes dependentes de transfusão de sangue para sobreviver. O Hemocentro de Fernandópolis dá suporte de atendimento para seis hospitais de médio porte da região, incluindo o Hospital de Câncer de Jales”, alertou.

Para se manter em “estado crítico” o Hemocentro precisaria colher em média mais de 30 bolsas de sangue. “O ideal seria em torno de 60”, diz Brígida. “As pessoas deveriam aproveitar a quarentena, que estão em casa, e se propor a doar sangue. ´Não há nenhum risco da pessoa se contaminar”, acrescentou.

O Hemocentro adotou medidas para garantir a segurança dos doadores por conta do coronavírus, evitando aglomeração. “Estamos trabalhando com agendamento pelo telefone 3442-5544 e pelo WatsApp 98165-0067. O protocolo de proteção ao doador foi reforçado com a chegada da Covid 19”, lembra. O Hemocentro está atendendo das 8 às 14 horas, de segunda a sexta-feira, e das 8 às 12 horas, aos sábados.