Política

Janela partidária abre na quinta; veja como deve ser o troca-troca de partidos



Janela partidária abre na quinta; veja como deve ser o troca-troca de partidos

A chamada janela da infidelidade partidária abre quinta-feira, 5, e os atuais detentores de mandatos terão a oportunidade de trocar de legenda, sem correr o risco de perderem seus cargos, seja para o Executivo ou Legislativo. Levantamento feito por CIDADÃO aponta que dos 13 atuais vereadores Sete já confirmaram que irão trocar de partido, três ainda estão indecisos e apenas dois afirmam que não devem deixar sua sigla atual. Neide Garcia (PP) é a única que não disputará a reeleição. 
Os 12 que irão para a reeleição têm até 3 abril para fazer contas, analisar as melhores opções e cravar a escolha certa. Isso porque as eleições deste ano trazem uma novidade: não haverá mais coligações na proporcional, o que deixou a disputa por uma vaga no Legislativo muito mais acirrada. 
O fim das coligações, acaba com o chamado “efeito Tiririca”, pelo qual a votação expressiva de um candidato ajuda a eleger outros do grupo de partidos que se uniam. Na prática, parlamentares de legendas diferentes, com votação reduzida, acabavam sendo eleitos devido ao desempenho do chamado “puxador de votos”.
Com isso os atuais e os pretensos candidatos a vereador terão que escolher bem o partido, num jogo de xadrez onde a opção errada pode lhe deixar de fora do Palácio 22 de Maio “Prefeito Edson Rolim” em 2021. 
A conta é complexa: o candidato não poderá escolher um partido com muitos “campeões” de voto e nem um nanico com nomes de pouco expressão. Na primeira hipótese corre-se o risco dos “puxadores” não conseguirem votos suficientes para eleger outro se não eles e na segunda há a possibilidade de não atingirem o coeficiente mínimo para eleger sequer um vereador. 

Ademir de Almeida

Ademir de Almeida

O presidente da Câmara Ademir de Almeida, atualmente no PSD, confirmou que é candidato a reeleição. Ele disse que provavelmente trocará de partido, mas antes disso deverá conversar com a ex-prefeita Ana Bim e seu esposo Avenor Bim, responsáveis pela sigla na cidade.

Tonho Pintor

Tonho Pintor

Antonio Finoto, o Tonho Pintor, disse que recebeu algumas propostas, mas ainda não sabe se deixará o PSC, partido pelo qual se elegeu. Candidato à reeleição, DEM, PSDB e MDB estariam o sondando, mas ele disse que ainda irá estudar bastante antes de tomar a decisão. “As eleições desse ano vão ser complicadas, então vou aproveitar para estudar bastante e tomar a melhor decisão”, disse ele.

Cidinho do Paraíso

Cidinho do Paraíso

O vereador mais votado da história de Fernandópolis, Cidinho do Paraíso (eleito com 2881 votos) foi o primeiro a afirmar, com certeza, que irá trocar de partido. Atualmente ele está no PR, que recentemente virou PL, partido com maior bancada na Câmara – com três vereadores. Ele não sabe, porém, para qual partido vai, mas propostas não devem faltar diante de sua expressiva votação.

Baroni

Baroni

A maior surpresa do ano, no entanto, foi reservada ao mais experiente da Casa. Depois de 28 anos, Étore Baroni deixará o PSDB para disputar as eleições. Detentor de oito mandatos como vereador, o futuro ex-tucano disse que não há clima no partido para ele depois das eleições de 2018.  “O partido também decidiu lançar candidato e eu tenho compromisso com o André e vou apoiar ele. Estou estudando as possibilidades”, disse Baroni. A declaração de Baroni, no entanto, foi dada antes da prisão do ex-deputado estadual Gilmar Gimenes, que até então era o cacique do partido, o que pode mudar todo o cenário.

Gilberto da Saúde

Gilberto da Saúde

Já Gilberto da Saúde deve permanecer no DEM. Sexto mais votado no último pleito, o democrata garante que o trabalho está adiantado e que a legenda está bem estruturada para as eleições deste ano.

Janaína da Saúde

Janaína da Saúde

Janaína Andrade Alves, eleita pelo PSD, não disputará a eleição deste ano pelo partido da ex-prefeita. Ela acredita que as eleições deste ano serão bem mais complicadas que as últimas e por isso estuda a melhor opção de sigla para concorrer à reeleição.

João Pedro da Caixa

João Pedro da Caixa

Cotado também para o Executivo, João Pedro da Caixa disse que não pretende deixar o PTB. Ele recebeu alguns convites, inclusive do PSDB, por meio do grupo da deputada estadual Analice Fernandes, a quem ele representa na cidade, e do MDB de Itamar Borges. “A resposta para hoje é que não pretendo sair do partido e sou candidato a reeleição. Agora em relação a prefeito ou vice ainda é preciso analisar o cenário”, completou o vereador.

Zarola

Zarola

Júlio César de Carvalho, o Zarola, já está à procura de casa nova. Mesmo com a maior bancada na Câmara, o PL, segundo o parlamentar que está indo para sua quinta eleição, está totalmente desestruturado, não sendo possível sustentar sua candidatura por ele.

Maíza Rio

Maíza Rio

Campeã de votos, Maíza não pretende mudar de sigla, mas aguarda um posicionamento do PSDB sobre os nomes que irão lançar ao Legislativo, para não correr o risco de ficar “sozinha”, já que Baroni confirmou que deixará o partido. A preocupação da vereadora está atrelada a eleição de 2012, quando ficou isolado no então PMDB e mesmo obtendo mais de dois mil votos acabou não atingindo o coeficiente eleitoral.

Mileno Tonissi

Mileno Tonissi

Mileno Tonissi disse que é cedo para falar sobre o assunto. Ele confirmou que é candidato a reeleição, mas não sabe se permanece ou deixa o PTB. “Muita água ainda vai passar por debaixo da ponte”, afirmou.

Murilo Jacob

Murilo Jacob

Murilo Jacob também está de olho no coeficiente eleitoral e, assim como Zarola e Cidinho, irá abandonar o PL. Segundo Jacob, a legenda pode acabar sem lançar um único candidato ao Legislativo.  “Nem sei quem é o presidente do partido”, comenta ele.

Neide Garcia

Neide Garcia

Neide Garcia é a única que não será candidata à reeleição. Em contato com CIDADÃO ela disse que já deu a sua parcela de contribuição na vida pública e agora irá aproveitar a aposentadoria do funcionalismo municipal para descansar.

Salvador do Paulistano

Salvador do Paulistano

Salvador de Castro é outro que trocará de partido de olho no coeficiente. Ele chegou a ser presidente do PDT, mas diante da falta de bons nomes para a disputa, renunciou à presidência e irá aproveitar a janela partidária para encontrar uma legenda que lhe proporcione mais chances de ser eleito.