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Morre o professor Durval Ramanholi



Morre o professor Durval Ramanholi

Morreu nesta segunda-feira, 28, em Fernandópolis o professor Durval Ramanholi. O velório e sepultamento estão programados para esta terça-feira, 29. Ele completaria 60 anos no próximo dia 10 de outubro.

A família postou na internet a seguinte nota: “E assim foi com nosso querido Durval Ramanholi: ‘Combateu o bom combate, completou a carreira e guardou a fé.’ Deixa-nos hoje com as boas lembranças e as conquistas de uma vida inteira, e uma herança que transpassa o material; enche-nos a alma de uma riqueza incalculável de ensinamentos para o bom combate. Despedimo-nos do pai, marido, irmão, tio, professor e amigo tão querido nessa data com pesar e muita admiração. Aos amigos, informamos que seu velório será no dia 29/09 a partir das 06:00 Horas no velório municipal e seu sepultamento será às 11:00 Horas. Maranata”.

A esposa Erika Ramanholi também postou nota: "EU SOU A RESSURREIÇÃO E A VIDA, QUEM CRÊ EM MIM, AINDA QUE MORRA, VIVERÁ "(João 11:25). Venho comunicar que o meu esposo DURVAL APARECIDO RAMANHOLI acaba de cumprir aqui a sua missão. Foi apenas uma etapa, da qual participamos eu, os seus filhos, parentes e amigos. Agora, mais livre, ele volta para a verdadeira pátria que é a espiritual. Conforme nos assevera o evangelista João, a morte é apenas uma pequena etapa da existência que é eterna. Deixa-nos saudade e sobretudo o seu exemplo de fé, tenacidade e resignação.

O professor Durval Ramanholi foi um ícone na educação. Professor de muitas gerações em diferentes escolas da cidade e região. Atuou como professor, coordenador e diretor pedagógico na Fundação Educacional de Fernandópolis.

A FEF divulgou em sua página uma nota de pesar: "A Fundação Educacional de Fernandópolis comunica com profundo pesar o falecimento do Prof. Dr. Durval Aparecido Ramanholi. Prof. Durval foi  docente em escolas de Fernandópolis e região. Na FEF ingressou como docente em 1991, foi coordenador e diretor pedagógico até se aposentar em 2015. Sua luta contra o câncer foi mais um exemplo de amor a vida. A Família FEF deseja que Deus conforte toda sua família  e amigos nesse momento tão difícil e de profunda dor."

O Professor Durval sempre revelou todos os passos de sua luta contra o câncer em sua página no Facebook.

Em 2018, participou da exposição “Artistas da Nossa Terra”, que reuniu as obras de quatro artistas de Fernandópolis: Durval Ramalholi, Marcelo Guedes e a Família Loverde.

Natural de Brasitânia, Durval Ramanholi enveredou-se nas artes em 2015, logo após se aposentar das salas de aula. Atuou como escritor até o termino de seu livro, em seguida, mergulhou nas artes plásticas e esculturas. Durante sua luta contra uma doença crônica, manteve sua força de vontade e a direcionou em cada talho e pincelada de suas obras. Os cajados remontam sua luta no apego em viver cada dia mais.

No último post em sua página no Facebook, em 7 de julho, Durval reforçou sua fé na vida. “Poderoso Deus, obrigado por me amar e me salvar. Realmente quero amadurecer na Sua graça. Abençoe-me hoje enquanto procuro imitar hábitos santos e me alimento espiritualmente com as coisas que vão me ajudar a crescer. Eu sei que o crescimento verdadeiro vem somente de Ti, então peço que o Senhor me fortaleça pelo Seu Espírito enquanto eu tento imitar o Seu caráter. Em nome de Jesus. Amém”

Durval mergulhou nas artes durante luta contra doença crônica

A morte do professor Durval Ramanholi já produz uma série de manifestações nas redes sociais. São professores que compartilharam da jornada na Educação e alunos que relembram do professor de português e inglês. “Quem esquece uma pessoa simples, humilde, guerreiro, excelente profissional, amigo e tantas outras qualidades? O céu vai brilhar mais ainda, pois está chegando uma grande estrela”, escreveu Maria Lúcia Da Cruz Barbar. “Foi meu professor na faculdade, na pós-graduação, meu colega de trabalho e meu amigo. Nunca poderei agradecer por tudo o que fez por mim. Tive a honra de ajudar na revisão do seu livro e assim pude conhecê-lo mais intimamente. Não teve pudor de se mostrar. Foi uma linda narrativa de crescimento e superações. Pude também conhecer seu acervo de pinturas, suas poesias e desfrutar de seu conhecimento. Obrigada, querido amigo. Finalmente está nos braços do pai”, escreveu a professora Celeste Antenore.