Saúde

No Dia Mundial sem Tabaco, Saúde lança programa antitabagismo gratuito



No Dia Mundial sem Tabaco, Saúde lança programa antitabagismo gratuito

Essa semana, no dia 31 de maio foi celebrado o Dia Mundial Sem Tabaco, e para marcar a data o programa Rotativa no Ar recebeu a equipe responsável pelo programa gratuito antitabagismo oferecido pela Secretaria Municipal de Saúde que anunciou retomada das atividades esse mês.
De acordo com a Organização Mundial de Saúde - OMS – cerca de 15 milhões de pessoas morreram em todo o mundo por conta da covid-19 nos últimos dois anos e meio. No entanto, o tabagismo mata 8 milhões de pessoas ao ano, sendo 1,2 milhão pessoas que são fumantes passivos, ou seja, que inalam a fumaça do cigarro.
Segundo o gerente administrativo da Secretaria Municipal de Saúde, Daniel de Domênicis, o programa antitabagismo em Fernandópolis já existia antes de 2018 e funcionava no Pôr do Sol. “É um programa que tinha uma fila de espera muito grande, por isso a secretaria de saúde entrou em contato com o CRATOD- Centro de Referência de Álcool Tabaco e Outras Drogas e conseguiu o treinamento para todas as Unidades Básicas de Saúde. Hoje, todas as Unidades de Saúde da Família têm o preparo para receber os fumantes da sua região para fazer esse tratamento. É um programa que possui muita eficiência e eficácia”.
O programa antitabagismo é destinado à qualquer pessoa que deseja parar de fumar. “A pessoa deve procurar uma unidade de saúde, onde será realizada uma avaliação médica, palestras motivacionais e atividades em grupo. Se o médico entender que há necessidade de uso de medicação poderá recomendar ao paciente, que já está inclusa no tratamento. No total serão cinco encontros”, explica a farmacêutica e responsável pelo programa, Regiane Ferrari de Araújo.
No primeiro encontro é realizada a avaliação clínica do paciente. Do segundo ao quinto serão oferecidos os manuais de apoio aonde será discutido o porquê parar de fumar, sobre a abstinência, os benefícios de parar de fumar, como vencer a abstinência. Após os cinco encontros inicia a manutenção, onde é preciso ir até a Unidade a cada 15 dias para passar com médico e equipe de enfermagem, até chegar aos encontros mensais. O paciente vai ficar sob manutenção até um ano.
Após a avaliação médica, o especialista irá analisar a necessidade ou não do uso de medicamento pelo paciente e, quando necessário, a Unidade de Saúde irá fornecer gratuitamente toda a medicação. “O ministério da saúde fornece os adesivos de nicotina e o ansiolítico, que é a bupropiona. A reposição da nicotina auxilia na diminuição dos sintomas da abstinência quando o paciente parar de fumar e a bupropiona diminui a ansiedade do paciente de fumar. Os medicamentos são para auxiliar, mas não irá fazê-lo parar de fumar, apenas irá reduzir os efeitos colaterais da abstinência causa no paciente quando ela deixa de fumar”, explica a coordenadora da assistência farmacêutica, Priscila do Prado Pântano Facção. De acordo com os especialistas, os principais sintomas da abstinência são: irritação, nervosismo, agitação, fadiga.
No último programa, realizado em 2019, a procura maior foi por pessoas com mais de 40 anos. Geralmente de 60, 70 anos, que fumam há mais de 30 anos. “Oferecemos toda a estrutura emocional que eles precisam para conseguir parar de fumar”, destaca Regiane. Daniel lembra também que muitas pessoas vão apenas em busca dos medicamentos e alerta. “O medicamento não trabalha o hábito e o psicológico. Por isso é importante frequentar os grupos, escutar a experiência dos outros e ter o acompanhamento dos profissionais de saúde”.
CIGARROS ELETRÔNICOS
Modinha, principalmente entre os jovens, o cigarro eletrônico com aromas variados se tornou uma armadilha, em especial para quem deseja parar de fumar. “O cigarro eletrônico é tão prejudicial quanto o cigarro. Ele possui os mesmos riscos de desenvolvimento de câncer, doenças cardiovasculares e pulmão. Estamos vivendo uma onda de moda, principalmente entre os jovens, que acreditam não fazerem mal, assim como o narguilé, mas na realidade, eles estão prejudicando o organismo da mesma forma que se tivesse fumando um cigarro convencional”, conta Priscila.
A farmacêutica alerta ainda que o dispositivo eletrônico produz as mesmas substâncias química e tóxica para o organismo. Inclusive a nicotina, por isso vicia tanto quanto o cigarro. “No entanto, as vendas são proibidas no Brasil e não possui autorização da Anvisa para o consumo”. 
Parar de fumar vai muito além de deixar um vício que prejudica a si mesmo, mas uma família toda, círculo social e, claro, a saúde financeira. “O benefício que a sociedade recebe do programa antitabagismo reflete na sua saúde de si mesmo, dos seus familiares, do seu bolso e na economia familiar”, finaliza Daniel.