Meio Ambiente

Polícia Ambiental reforça vigilância para coibir pesca ilegal na piracema



Polícia Ambiental reforça vigilância para coibir pesca ilegal na piracema

Desde terça-feira, 1º, a pesca tem restrições na região. Entrou em vigência o período da piracema, preservado para a reprodução dos peixes que se deslocam até as nascentes para desovar. Tem uma lista de restrições nas atividades de pesca para a preservação da fauna aquática. O período, também chamado de defeso, segue até o dia 28 de fevereiro de 2023.
Em Fernandópolis, o capitão da Polícia Ambiental, Alonso Wendel Ferreira da Silva, em entrevista à Rádio Difusora FM, relatou que a fiscalização já está reforçada para coibir pesca ilegal no período. Nos últimos meses, os policiais ambientais têm feito flagrantes de pesca ilegal com o objetivo de proteger a reprodução dos peixes e evitar a extinção de alguns deles – pintado e dourado, por exemplo, estão ameaçados. Como a chuva chegou mais cedo, o período de desova dos peixes também foi antecipado. Entre os peixes nativos com pesca proibida estão também o piau, piapara, curimbatá, mandi, lambari e jaú. 
Quem descumprir as regras pode levar multas a partir de R$ 1 mil na parte cível e penas de 1 a 3 anos de detenção na parte criminal.
Segundo a Polícia Ambiental a pesca é 100% proibida no Rio São José dos Dourados. A fiscalização também será reforçada nas bacias dos rios Paraná e Grande na região.
Durante estes 120 dias, os pescadores só podem tirar das águas as espécies que não são nativas da região. 
A lista de proibições abrange diferentes categorias e modalidades e locais: nas lagoas marginais; a menos de 500 metros de confluências e desembocaduras de rios, lagoas, canais e tubulações de esgoto; até 1.500 metros a montante e a jusante das barragens de reservatórios de empreendimento hidrelétrico, e de mecanismos de transposição de peixes; até 1.500 metros a montante e a jusante de cachoeiras e corredeiras.
A Polícia Ambiental listou também o que é permitido neste período de piracema, incluindo competições de pesca realizadas em reservatórios, visando a captura de espécies não nativas e híbridos; nos rios e reservatórios – pesca desembarcada utilizando linha de mão, caniço, vara com molinete ou carretilha, apenas de espécies não nativas, sem limite de captura para pescador profissional e 10 kg + 1 exemplar para pescador amador; somente em reservatórios também é permitida a pesca embarcada, com os mesmos petrechos citados.
OPERAÇÃO
A Polícia Ambiental realizou no final de semana operação pré-piracema na represa de Água Vermelho no Rio Grande em Mira Estrela, quando flagraram dois pescadores realizando pesca embarcada, utilizando redes de espera, sendo que, até o momento da fiscalização, haviam capturado 22,5 kg de pescado. Ao serem fiscalizados verificou-se que um dos pescadores era amador, portanto, não podendo utilizar o petrecho. Foram apreendidos a embarcação, os petrechos e o pescado que foi doado a uma instituição filantrópica.