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Problemas infantis: Como lidar com eles?



Problemas infantis: Como lidar com eles?
Sua criança está crescendo. E, claro, passando por grandes mudanças. Em todos os sentidos. Mas como lidar com elas? Sem motivo aparente, ela chora, fica assustada ou se descontrola. Uma situação nova ou mudança na rotina a faz perder o sono, a fome, o humor. Muitas vezes, ela precisa apenas do conforto ou de uma atenção maior dos pais. Seja como for, quando você enfrentar uma situação inesperada em relação a seu filho, deve respirar fundo e racionalizar. Deve-se ter um plano inicial de conduta e avaliar cada situação.

Identifique a raiz do problema. A criança pode estar se aproximando de um novo patamar físico - aprendendo a sentar-se, andar, falar - ou passando por uma fase do desenvolvimento que possa contribuir para esse novo comportamento. Verifique se a sua rotina ou alimentação diária mudou, se a criança está fazendo alguma atividade nova e se elas são apropriadas para a idade e o temperamento.

Descubra o que solucionar primeiro - Freqüentemente, é o problema mais urgente. Por exemplo, se a criança acorda três noites seguidas por que os dentes estão nascendo, está resfriada ou com um problema gastrintestinal, ela pode desenvolver um hábito inadequado de sono. Então, você precisa primeiro aliviar a dor. Se durante as férias seu filho ficava acordado na casa dos avós até às 21h ou 22h, todas as noites, agora que voltou para casa espera manter os privilégios. Nas brincadeiras com os primos mais velhos, ele também aprendeu a ser mais agressivo e alguns truques que irá experimentar com os amiguinhos. Você precisa lidar com o comportamento, obviamente. Porém, o problema mais simples é restabelecer o horário de dormir cedo.

Porém há outro fator que deve ser levado em consideração: a “Síndrome do Reizinho”.

As crianças birrentas podem levar os pais à loucura. Choram para conseguir coisas, são malcriadas, não guardam os brinquedos e ainda atormentam a rotina da casa. Ao menor sinal de não verem seus desejos atendidos, agem como verdadeiros manipuladores e atacam os pontos frágeis dos pais. A boa notícia é que este comportamento pode ser revertido em qualquer idade, depende mais dos adultos do que dos pequenos.

Não é milagre e tampouco um processo simples e rápido. Só com muita paciência você vai fazer o seu filho entender que o mundo não foi feito somente para atendê-los. “A criança tem que aprender a lidar com a frustração desde pequena. No começo, a mãe sempre a atende e, com o passar do tempo, ela acha que vai continuar assim. Na hora em que as mães não podem acudi-los, os bebês costumam estranhar e passam a chorar. Se a mãe larga tudo e vai socorre-lo, a criança entende que tudo funciona na base do choro”, diz a psicoterapeuta e presidente do Departamento de Saúde Mental da Sociedade Brasileira de Pediatria, Verônica Cavalcante, em seu blog na internet.

Atenção, isso não significa que você vai deixar o seu bebezinho largado no berço esperneando, mas que vai ficar atenta se é uma necessidade, como mamar ou porque precisa trocar a fralda, ou se ele apenas quer colo. Na segunda hipótese, você pode atender, mas não precisa ser imediatamente caso esteja ocupada.

“A criança precisa de limites desde cedo para não se tornar um reizinho mandão. Os pais devem conversar e explicar as coisas mesmo que achem que os filhos não entendem. Outro ponto importante é manter um discurso coerente para não confundi-la, ou seja, explicar os motivos pelos quais aprovam ou desaprovam suas atitudes”, completa.

Com o passar do tempo, os pequenos passam a entender melhor as limitações e podem se tornar educadíssimos fora de casa por limitações sociais e da escola, mas são completamente tiranos com os pais. “Os pais devem perceber que precisam impor respeito com muita conversa e bons exemplos para eles seguirem. Para dizer não, os pais têm que amar muito”, diz Verônica.

É nessa hora que entra em ação explicações mais duras e convincentes. Se os pais estiverem inseguros sobre a educação, os filhos percebem e passam a dominar a casa porque pensam que os pais são fracos.
Não há limite de tempo para colocar os limites e transformar crianças birrentas em seres compreensivos (claro, de acordo com a idade e capacidade), mas o processo deve começar desde cedo com inteligência e certeza do caminho educacional a ser seguido. Dizer um não pode render cara feia, mas garante que a criança vai entender que não é possível ter tudo e que vai se comportar sempre com educação. Bom senso e perspicácia na infância garantem adultos seguros e conscientes.