Meio Ambiente

“Vamos brigar para terminar a obra de desassoreamento da represa em 4 meses”, diz secretário



“Vamos brigar para terminar a obra de desassoreamento da represa em 4 meses”, diz secretário

Concluir a obra de desassoreamento da represa em quatro meses e a limpeza do espelho d´água com a retirada das plantas aquáticas em no máximo dois meses. As novas metas foram anunciadas pelo secretário do Meio Ambiente de Fernandópolis Luis Sérgio Vanzela durante sabatina na Câmara na última terça-feira, 13. 
Duas empresas contratadas pela prefeitura através de licitação devem retomar a obra a partir de segunda-feira, 19. Essa é a data da chegada dos maquinários. “Se tudo correr bem, não ocorrer nenhum problema técnico, em quatro meses finalizamos a obra”, disse. A obra está parada desde o início do ano.
O otimismo para estimar o prazo de quatro meses, segundo o secretário leva em conta a experiência adquirida no processo. Cobrado pelo presidente Gustavo Pinato sobre o prazo para execução da obra, Vanzela manteve prazo de 4 meses. “Se em seis meses retiramos 60 m³ de sedimentos, será possível retirar 40 mil m³ em quatro meses”, cravou. 
Ele fez um histórico aos vereadores dos desafios da obra de desassoreamento da represa que ele diz ser o maior projeto ambiental já realizado em Fernandópolis. A obra foi iniciada em 2020 com previsão de retirada de 60 mil metros cúbicos de sedimentos da área da represa (equivalente a 60 milhões de litros), com o objetivo de restaurar o espelho d´água original de 5 hectares. Mas, dois anos depois, a obra ainda não foi concluída mesmo tendo retirado mais que o dobro de sedimentos, cerca de 150 mil metros cúbicos e ainda restam 5% da obra para ser concluída.
Vanzela expõe três motivos para explicar essa diferença entre a projeção e o que já foi retirado de sedimentos da represa: entre o levantamento realizado em 2017 e o início da obra em 2020, a represa recebeu mais 20 mil m³ de sedimento; além disso, para acessar a chamada área mole da represa, foi preciso construir acessos para a máquina e depois retirar; e, por fim, quando chegou na chamada área estável, se percebeu que houve um alteamento do terreno e que a escavação de um metro não seria suficiente para acompanhar o nível da represa e foi preciso ampliar a escavação para três metros. “Esse processo é uma guerra”, apontou.
Vanzela ouviu dos vereadores que a represa virou “motivo de chacota” para a população, principalmente pela invasão de plantas aquáticas que cobriram o espelho d´água e produzem mau-cheiro. 
Ele prevê também iniciar nos próximos dias a retirada destas plantas com utilização de um colhedor de plantas com ajuda de um mini guindaste que a prefeitura está adquirindo. Vanzela afirmou que pelos próximos dois anos a proliferação das plantas será um problema a ser acompanhado, até a depuração do espelho d´água. 
Junto com a retomada da obra de desassoreamento da represa, deve também iniciar a obra de revitalização do entorno da represa com investimento de quase R$ 2 milhões, obra já contratada e que é à parte. Essa obra é acompanhada pela Secretaria de Obras. “Estamos trabalhando em conjunto e é possível iniciar algumas obras da revitalização simultaneamente com o desassoreamento”, diz o secretário que cita, por exemplo, a construção de drenagem e dispositivos de contenção de sedimentos nos afluentes norte e oeste. 
O secretário também estimou para o fim de janeiro a conclusão das obras da nova sede da Secretaria do Meio Ambiente no Horto Florestal. Com a mudança para o local, Vanzela diz que iniciará a revitalização da área para reabertura do local que está fechado desde 2020. 
“Nossa mudança para a área vai impactar positivamente acabando com o problema de vandalismo, já que haverá monitoramento por câmeras de vigilância”, afirmou. A sede ganhará ainda uma mini usina fotovoltaica.