BASTIDORES

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A CLASSE...

política anda com pavio curto com a burocracia do Executivo à medida que o calendário encurta e as eleições 2024 aparecem logo à frente. As duas primeiras sessões deste mês deixaram claro que os vereadores andam impacientes. Na terça-feira, 8, por exemplo, o vereador Ademir de Almeida se encheu com a “enrolação” da Secretaria de Obras para instalar uns bicos de luz em um pedido que fez há três anos.

CANSADO...

de esperar pela luz que não acende, o vereador jogou a toalha na última sessão e disse que não vai mais cobrar o secretário de Obras João Hashijume. O copo transbordou. Pequeno exemplo de muitas outras queixas dos vereadores que, vira e mexe, precisam se explicar ao seu eleitorado que o vereador pede, mas quem executa é o prefeito. Sentem-se eleitos, mas sem poder...

PEGOU...

mal também o decreto do prefeito André Pessuto de regulamentação de uma lei aprovada pela Câmara em 2022 para permitir que ônibus escolares pudessem ser utilizados por entidades filantrópicas ou esportivas em eventos fora da cidade nas férias e finais de semana. Os vereadores entenderam ali que estavam resolvendo um problema. Ledo engano.

NA...

regulamentação, que saiu só em maio passado, veio a surpresa. Os vereadores perceberam que o decreto “matou” a lei aprovada. Como disseram os vereadores João Paulo Cantarella e Jeferson da FEF, em aparte a João Garcia Filho, pelo decreto nenhuma entidade ou associação conseguirá ter a liberação de veículo, tamanha a burocracia.

LOGO...

os vereadores apontam o dedo em direção a PGM – Procuradoria Geral do Município – a quem o vereador Gustavo Pinato, na mesma sessão nominou como “Supremo Tribunal Fernandopolense”, em referência ao STF em Brasília a quem cabe sempre a última palavra. No caso, enxergam uma excessiva intervenção jurídica na gestão política da cidade.

SEM...

papas na língua, Gustavo Pinato lembra que, no caso dos ônibus, “só em Fernandópolis não pode”. E sentencia que se pegar num raio de 200 km no entorno de Fernandópolis todos os prefeitos serão cassados, porque o que mais se vê são ônibus da educação transportando equipes de futebol para todo lugar nos finais de semana.

A PGM...

é uma novidade que foi incluída no cenário político de Fernandópolis a partir de 2021, após concurso público. Antes, os prefeitos eram assessorados por advogado de notório saber jurídico e de sua confiança, que cuidava sempre de encontrar um jeitinho à moda brasileira. A PGM, na sua função precípua, age na estrita letra da lei. E isso incomoda a classe política.

COMO...

André Pessuto não quer confusão com a Justiça, tem seguido à risca a posição da PGM. Mas, tem o lado político que é sensível, ainda mais quando se olha para o Palácio 22 de Maio Prefeito Edison Rolim e se enxerga 13 potenciais candidatos às eleições de 2024. Pessuto, que veio da Câmara sabe, mais do que ninguém, que precisa baixar a fervura nessa contenda.

Equipe A.C.G