Direto da Redação

Direto da Redação - Macedônia tem “pacotaço” de cassações na Câmara



Direto da Redação - Macedônia  tem “pacotaço” de cassações  na Câmara

Mais da metade dos vereadores da Câmara de Macedônia perdeu mandato esta semana durante sessão extraordinária do Legislativo. Cinco dos nove vereadores da cidade foram cassados acusados de se beneficiarem de seus cargos para a contratação de advogado particular com dinheiro público. É um fato inédito na comarca de Fernandópolis. Um dia após a sessão, o site da Câmara já trazia a nova composição do legislativo com a posse dos suplentes.

Segundo o relatório da comissão processante, um advogado teria sido contratado pela então presidente da Casa, Mônica Vieira, sem licitação, para atuar em defesa dela e dos outros quatro vereadores. Os parlamentares foram enquadrados no artigo 7º do decreto lei 201/1967, que diz que a Câmara pode cassar o mandato do vereador que agir de modo "incompatível com a dignidade da Câmara ou faltar com o decoro em sua conduta pública".

Perderam o mandato os vereadores Abílio Marques, Monique Hiraki, Gustavo Rogério, Valtemir Toledo e Mônica Vieira, todos do PTB.  Cinco suplentes da legenda: Valdemir Pontes Ferreira Junior, Queli Cristina da Silva, Jesus dos Santos Rodrigues, Laurenir de Fátima Araújo e Wilson Francisco de Souza assumiram as vagas, inclusive para a votação da cassação dos colegas.

No encerramento da sessão, o presidente determinou a perda de mandato dos vereadores com a comunicação à Justiça Eleitoral.

Bate pronto

  MAIS UM PASSO – O caso dos servidores comissionados da Prefeitura de Fernandópolis deu mais um passo no Tribunal de Justiça. O relator do caso, Desembargador Bandeira Lins expediu o relatório de voto e encaminhou para processamento de grupos e câmaras. Houve oposição ao julgamento virtual e a Procuradoria Geral de Justiça manifestou-se pelo provimento do recurso do Ministério Público e pelo não provimento do recurso da municipalidade, ou seja, pela demissão dos 164 comissionados e pela condenação do prefeito André Pessuto por improbidade administrativa. Aproxima-se o julgamento pela 8ª Câmara de Direito Público.

 

  DEBANDADA – Com o prazo de desincompatibilização se aproximando, já se fala em debandada geral do governo de São Paulo. Estima-se que o vice-governador Rodrigo Garcia, que deve assumir o governo com a saída de Dória para disputar a presidência, terá que remontar a equipe. Devem deixar o governo para serem candidatos: Itamar Borges (Agricultura), Rossieli Soares (Educação), Sergio Leitão (Cultura), Célia Leão (Direitos das Pessoas com Deficiência), Cauê Macris (Casa Civil), Flávio Amary (Habitação) e Henrique Meireles (Fazenda). Outros nomes devem ser incluídos.

FOTO DA SEMANA

FOTO DA SEMANA

A recuperação da Rodovia Percy Waldir Semeghini completou um mês esta semana e as obras avançam pelos trechos considerados mais críticos. Começou em Fernandópolis, próximo a Apae Rural e esta semana estava próximo de Guarani d´Oeste. A previsão é de conclusão da obra em seis meses, na boca das eleições.

Positivo

A partir do mês que vem a Polícia Militar vai reativar o Proerd - Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência – em Fernandópolis e das 96 cidades da região noroeste. O projeto esteve paralisado por dois anos devido as restrições impostas pela pandemia do coronavírus e pelo fato dos alunos estarem em aulas remotas. Todos os policiais militares/instrutores realizaram treinamento para atuar nas salas de aula. Eles darão aulas para estudantes da 4ª e 5ª séries. O Proerd foi instituído no Brasil em 1992 após bem-sucedida iniciativa nos Estados Unidos.

Negativo

Com o aumento do preço dos combustíveis anunciado pela Petrobras para entrar em vigor nesta sexta-feira, 11, os motoristas fernandopolenses fizeram uma corrida aos postos para abastecer seus veículos. Em vários pontos da cidade foi possível notar o alto fluxo de motoristas com seus veículos para aproveitar os preços antigos. O reajuste foi de 19% para a gasolina e 25% no diesel. E de novo uma cena que se tornou comum no Brasil: os postos são muito rápidos para aumentar os preços e lentos para reduzir. E o consumidor é quem sempre paga o pato.

Claudemir Cabreira

Jornalista.